Real-time filmmaking, explained

The real-time revolution has arrived in CG animation, previs, VFX and more, empowering directors and artists to complete storytelling projects that look closer to their creative vision. Read on to learn how it works.

Real-time filmmaking, explained

Real-time filmmaking, explained

O que significa tempo real?

De forma simplificada, usar uma engine em tempo real significa que seu projeto está “vivo” assim que começa a produção. Você pode experimentar mudanças em coisas, como personagens, iluminação e posicionamento de câmera, enquanto trabalha e não precisa esperar nenhuma render farm para ver como está seu conteúdo. Tudo junto, em contexto, o tempo todo.

A tecnologia poderosa por trás disso vem da indústria de jogos: eles têm de ser renderizados em tempo real para a engine responder (em milissegundos) a como um jogador está controlando o jogo. Unity é a plataforma de desenvolvimento de jogos mais usada no mundo, o que faz dela a melhor escolha para qualquer um que queira aproveitar a criação de conteúdo 3D para outros objetivos, seja em mídias lineares, design automotivo, arquitetura ou até pesquisa espacial.

A revolução já está aqui

Não faz muito tempo que influenciadores começaram a prever que uma mudança fundamental estava a caminho. Agora que tantos dos melhores estúdios e líderes do setor já adotam e fazem experiências com tempo real em projetos, grandes e pequenos, está claro que isso não é mais um sonho distante ou uma possível tendência. É o futuro da produção de filmes.

Historicamente, houve várias barreiras desnecessárias na criação de conteúdo em CG, seja devido às limitações técnicas de hardware, à dificuldade de mudar pipelines muito personalizados e fluxos de trabalho já otimizados há anos, ou até à falta de flexibilidade organizacional para tentar soluções alternativas. Felizmente, chegamos a um ponto sem precedentes de avanço tecnológico, em que qualquer um pode, em qualquer lugar, criar esse tipo de conteúdo sem os desafios lentos, trabalhosos e por vezes intimidadores de processos offline. A única barreira agora é aprender o que essa mudança significa para o seu estúdio — e a vontade de tomar essa decisão.

Charlie Fink, da Forbes, escreveu em 2017: “tem algo muito importante acontecendo entre Unity e Hollywood que vai impactar de forma dramática a produção de mídia nos próximos anos, conforme técnicas de produção de jogos começam a substituir técnicas de produção de entretenimento narrativo muito antigas. Isso vai afetar profundamente a indústria de filmes e televisão como a conhecemos. Produtores, cineastas, designers e técnicos têm uma grande chance de aproveitar essa ruptura crescente... Escolas de cinema que não ensinam seus estudantes a construir mundos e fazer filmes com Unity estão sendo negligentes.” (Leia o artigo completo em como Unity está afetando a produção de filmes e TV.)

Indo sempre em frente

Diferente das abordagens “handoff” ou “sequencial”, trabalhar em tempo real significa que todos iteram juntos, desde o começo, e vão juntos até o fim.

Um novo fluxo de trabalho para animação em CG

Uma das principais diferenças na utilização de uma plataforma em tempo real como centro criativo do seu pipeline é que todos os departamentos conseguem começar seu trabalho de maneira imediata [(1), fig. acima], simultânea e em conjunto. Isso, por si só, traz vários benefícios valiosos:

  • O que antes se pensava como 'pré-produção' agora é apenas 'produção'. Como seu projeto está ao vivo desde o começo, você pode remover e substituir animações e cenas temporárias, colocando versões atualizadas ou melhoradas conforme você itera [(2), fig. acima], assim que estiverem prontas, sem precisar jogar fora trabalho ou pré-visualizações completas nem recomeçar do zero em uma nova fase de produção. Não é raro algumas pré-visualizações aparecerem em cenas finais, já que elas costumam ser uma base que se estende até o fim. Alguns diretores preferem até mesmo começar sem um storyboard, já que construir um mundo antes de encontrar a cena certa para contar a história de modo orgânico é, por vezes, mais natural e inspirador.
  • Ciclos de revisão, feedback e velocidade de iteração são tão melhorados que a produtividade pode até dobrar, permitindo que você conquiste seus objetivos em metade do tempo. Sem precisar ficar dias, ou até semanas, atrás do trabalho dos artistas (até as renderizações estarem prontas para revisar), os diretores são capazes de chegar e ver o progresso de uma cena a qualquer momento [(3), fig. acima]. Isso significa que o feedback acontece em tempo real. De modo semelhante, os artistas ganham o poder da direção atualizada e a capacidade de se certificar que estão de acordo com a visão criativa da equipe de liderança. Sem atrasos entre iterações, as decisões são tomadas mais rápido, o que leva a menos desperdício de recursos que seriam gastos tomando decisões criativas erradas.
  • É possível experimentar sem riscos. Vamos começar com um exemplo: quando o escritor/diretor Neill Blomkamp (Distrito 9, Elysium) e o supervisor de efeitos visuais, Chris Harvey (TRON: o Legado, A Hora Mais Escura) estavam criando “Adam 2: The Mirror”, uma cena externa específica que se passa no meio do dia estava causando problemas com a iluminação, que não estava exatamente certa para o visual da cena. Harvey sugeriu uma ideia para Blomkamp: em uma hora, ele voltaria com mais opções. Então, ele trabalhou com a equipe de iluminação para criar a iluminação dos mesmos 30 segundos da cena em quatro horas diferentes do dia (14:00, 16:00 e assim por diante). Ele voltou para Neill, eles concordaram com a melhor tomada e seguiram em frente, para a versão final. Isso não teria sido possível sem a tecnologia de tempo real, pois levaria muito tempo para criar versões desnecessárias da cena, um luxo grande demais, considerando o custo. Contudo, em Unity, isso tudo é grátis, rápido e flexível o suficiente para fazer, mesmo como um experimento rápido na hora do almoço.

Por fim, o projeto está sempre em movimento [(4), fig. acima], mesmo se a direção criativa mudar. Ao contrário dos fluxos de trabalho tradicionais, em que uma mudança significativa, como troca de um ângulo de câmera ou de personagem, poderia fazer você voltar ao início e redefinir o layout ou a arte do zero, uma produção em tempo real simplesmente faz ajustes na hora e os departamentos continuam a trabalhar. Se você precisar gravar algo de outro ângulo, mudar a escala dos adereços de cena em um ambiente ou até refazer todo o visual da sua arte, tudo é feito em 3D em tempo real, evitando um efeito dominó e a necessidade de voltar à estaca zero. Cada dia de trabalho e cada decisão tomada contribuem para fazer você e sua equipe chegarem à visão final e ao último quadro.

O impacto positivo que o trabalho em tempo real tem nas equipes

Outra grande diferença entre as equipes que criam em tempo real e as que não criam é o impulso cultural obtido quando os artistas podem realmente colaborar, participar e se sentir mais donos do projeto como um todo. Esses benefícios vão além dos indivíduos e resultam em uma melhoria na satisfação criativa do estúdio inteiro:

  • O que antes parecia mais com uma linha de produção industrial, agora é um lugar livre em uma grande mesa redonda. Não é raro artistas em fluxos de trabalho offline se sentirem isolados, solitários ou insignificantes. Ficar em isolamento nunca é tão inspirador, desejável nem recompensador quanto trabalhar em parceria com a equipe para discutir novas ideias. Por não haver restrições em fluxos de trabalho de um projeto ao vivo, cada artista, diretor técnico, especialista, chefe de departamento ou membro da linha de produção pode aparecer e adicionar valor criativo e contribuir com sua visão e experiência únicas a qualquer momento, em qualquer situação que exija solução de problemas ou exploração criativa.
  • Conjuntos de habilidades 'upstream' e 'downstream', antes separadas por tempo e processo, agora podem trabalhar simultaneamente e até fisicamente juntos. Um animador, por exemplo, pode trabalhar com um artista de iluminação [(5), fig. acima] para ver como diferentes direções artísticas para um personagem funcionariam em uma cena totalmente iluminada. Quando artistas podem complementar (e elogiar!) o trabalho um do outro, a qualidade final do produto melhora naturalmente. E o mais importante: isso leva a parcerias profissionais saudáveis e melhores relacionamentos. Além disso, aumenta a chance de ocorrência de 'acidentes felizes' e momentos mágicos quando forças criativas não planejadas se unem de forma que um novo elemento da história ou boa oportunidade surjam de forma irresistível.
  • Artistas podem sugerir suas próprias ideias (e fazer isso com rapidez e facilidade), levando a uma sensação de fortalecimento. Há dois motivos em especial para artistas testarem seus palpites e conceitos por si sós ou com outros, de um jeito que não é possível em fluxos de trabalho offline tradicionais. Primeiro, como centro criativo do pipeline, Unity permite que o artista leve seus assets até a cena em contexto e até crie pequenos momentos por conta própria usando ferramentas de narrativa, o que facilita a apresentação para o diretor. Segundo, por ser uma tarefa que exige menos tempo (e por não dependerem da equipe técnica para isso), eles podem fazer isso sem atrapalhar o trabalho ou as metas do dia a dia. Eles podem apresentar mais ideias, o que dá ao diretor mais perspectivas e aumenta o valor da contribuição dos seus talentos artísticos.
  • As pessoas veem o impacto do seu trabalho no contexto geral da história. Isso fomenta um novo tipo de ambiente de trabalho: coletivo, motivador e mais significativo conforme a produção prossegue. Quando diretores fazem pedidos para os artistas, não é mais uma questão de simplesmente acreditar sem ter entendimento. Isso porque o artista pode ver o trabalho e como ele faz sentido (ou não faz). Quando uma história é o resultado de uma comunidade dinâmica de membros criativos e apaixonados, isso transparece para o público.

Livre-se de render farms

Um dos aspectos mais poderosos de trabalhar em tempo real é que, ao decidir que você conseguiu o que imaginou ou que chegou a hora de entregar sua história, a renderização final está a um clique de distância. A engine Unity pode não só produzir a fidelidade visual que combina com a estética da sua visão criativa, como também permite que você capture sequências imediatamente com o recurso de gravação de quadros, disponível em uma variedade de formatos (até 8K).

Em um mundo em que diretores estão acostumados com a ideia de alguns quadros levarem minutos, ou até horas para renderizar, a ideia de apertar 'gravar' e ver o editor soltar um curta-metragem inteiro antes mesmo de você voltar após pegar um café pode ser boa demais para ser verdade. Esse é o poder da produção de filmes em tempo real, o futuro da criação de conteúdo em um mundo onde contadores de histórias não são restritos pela tecnologia, mas sim fortalecidos por ela. Um mundo em que os únicos limites são a criatividade e a imaginação. É assim que tem que ser.

Também precisamos destacar que, para estúdios que preferem manter seus renderizadores offline patenteados como solução de renderização final, Unity também tem exportação de FBX para exportar geometrias e gravar câmeras e animações. O editor é altamente personalizável e pode ser ligado ao seu pipeline de renderização de várias formas. No entanto, no caminho para a renderização final, um fluxo de trabalho em tempo real sempre pode ser aproveitado até esse último momento, permitindo que as equipes se beneficiem de todas as oportunidades acima na jornada.

“Está tudo ao vivo, o tempo todo. Cada artista consegue ver o quadro geral. As decisões criativas estão muito mais interligadas e flexíveis, não isoladas.”

Chris Harvey, VFX Supervisor, OATS

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